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2º Encontro sobre Calagem conclui que recomendação de calcário precisa ser revista


A recomendação de calcário precisa ser revista no Brasil. Na prática, o método utilizado hoje não tem atingido os resultados esperados, necessitando aplicar quase o dobro de corretivo agrícola para obter a saturação por base – conhecida como V% - esperada. A questão afeta diretamente a rentabilidade do agricultor e a produtividade do agronegócio brasileiro.

A conclusão veio após as palestras do 2º Encontro sobre Calagem, realizado no início do mês pelo Sindicato das Indústrias de Extração do Calcário de Mato Grosso (Sinecal-MT) e Associação dos Mineradores de Pains, Arcos e Região (Ampar-MG). O evento foi online.

O professor doutor Anderson Lange, da Universidade Federal do Mato Grosso, desenvolveu o tema "Calagem mais assertiva: implantando ou mantendo o sistema para alta produtividade". Já o professor Silvino Moreira, da Universidade Federal de Lavras (MG), abordou a questão da "Calagem para construção da fertilidade do perfil do solo".

A convergência das análises chamou a atenção. "Os professores desenvolvem pesquisas de campo com experimentos com mais de 4 anos de acompanhamento. São dois trabalhos distintos em regiões diferentes do Brasil, porém com constatações parecidas. Uma delas é que está se usando menos calcário que o necessário", disse Kassiano Riedi, presidente do Sinecal/MT e diretor da Abracal.

"Os estudos mostraram ainda que é importante buscar atingir um V% de 70 para que se consiga uma melhor produtividade na lavoura. E, para isso, deve-se colocar no solo o calcário necessário, nem mais nem menos", completou Riedi.

Não parar no tempo

Kassiano Riedi defendeu que a revisão das práticas seja constante. "A ciência é extremamente importante para o desenvolvimento. Hoje tivemos um grande exemplo de que não podemos parar no tempo achando que já sabemos tudo. A calagem, que muitos acham que já é uma pratica consagrada, surpreendeu com o surgimento de dois novos estudos mostrando que precisamos rever nossos conceitos", afirmou.

A conclusão surge mesmo diante de resultados positivos, principalmente no cultivo de grãos. "Esses estudos serão um divisor de águas para o agronegócio, pois os agricultores conseguirão aproveitar o máximo do solo", declarou Riedi.

Clique aqui e veja a palestra de Anderson Lange.

Assista à apresentação de Silvino Moreira – clique aqui.


Data: 17/06/2020
Fonte: Assessoria de Imprensa - Abracal
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